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Legislação trabalhista, um estímulo à ineficiência

Data de Publicação: 31/05/2017 | Autor: Artigo de Valter Luiz Orsi

A história a seguir não poderia ser mais real. Ela se repete milhares de vezes no País todos os dias.

Maria sempre foi uma ótima cozinheira. Talentosa, disciplinada e sempre disposta a se qualificar. Após 15 anos no mesmo restaurante, ela recebeu uma proposta irrecusável de um concorrente.

O patrão sempre gostou do trabalho de Maria e lamentou perdê-la, ainda mais assim, tão de repente. Ficou a gratidão e a admiração pelo seu profissionalismo. A funcionária tinha pressa e não cumpriu o aviso prévio. Por isso, teve um salário descontado no pagamento da rescisão. Maria saiu da firma pela qual se empenhou durante um grande período da sua vida, com suas abençoadas mãos quase abanando, sem direito nem mesmo a sacar o FGTS.

João, o auxiliar de Maria, foi promovido. A escolha foi natural. Ele era um jovem promissor e esforçado. Começou bem e manteve a clientela satisfeita. O tempo passou e apareceram os sinais de acomodação. Meses depois, começaram as reclamações: o tempero da comida não agradava mais. O patrão solicitou a ele um ajuste na quantidade de sal para evitar o descontentamento dos clientes. Em pouco tempo, contudo, as reclamações voltaram. Novamente, o patrão chamou João para conversar.

Ao ser repreendido, o cozinheiro, com três anos de casa, disse:

- Se o senhor não está gostando, paciência. Pode me demitir.

- Mas eu não quero demitir você. Quero que você melhore!

João não melhorou. Continuou errando no sal e o salão do restaurante já acumulava mesas vazias até nos horários de pico. O patrão então tomou a decisão que não queria desligou o cozinheiro da empresa.

Ao contrário da impecável Maria, o acomodado João recebeu um salário correspondente ao aviso prévio indenizado, com um adicional de mais nove dias de trabalho, um “prêmio” pelo tempo de empresa. E ainda havia mais recompensas pelo fato de ter sido dispensado pela empresa: recebeu a autorização para sacar todo o saldo do FGTS, acrescido de 40%.

O desinteressado funcionário ainda teve direito ao seguro-desemprego. Decidiu ficar em casa descansando e recebendo todas as cinco parcelas do benefício.

As cifras mostram a diferença de tratamento da lei para os dois funcionários, que exerciam a mesma função e eram remunerados de forma idêntica (cerca de R$ 3 mil).

Enquanto Maria foi obrigada a pagar R$ 3 mil de aviso prévio ao empregador, João recebeu cerca de R$ 23 mil, incluindo o aviso prévio equivalente a 39 dias de salário, o saldo e a multa sobre o saldo do FGTS, além das cinco parcelas de aproximadamente R$ 1,5 mil do seguro-desemprego.

O patrão fez algumas reflexões e uma pergunta não saiu da sua cabeça: será que este “prêmio” na rescisão não estimulou o comportamento indolente que marcou a última fase de João no restaurante?

Esta história não poderia ser mais real. Ela se repete milhares de vezes no País todos os dias. Precisamos de reflexão sobre estas distorções, que diariamente premiam os trabalhadores menos comprometidos e punem os mais dedicados.

Com esta legislação trabalhista arcaica e que destoa dos nossos concorrentes globais, o Brasil vem estimulando o padrão de comportamento de João e inibindo condutas como a de Maria.

Esta deformidade afeta a competição e, consequentemente, o perfil do mercado de trabalho no Brasil. Perdem as empresas, perdem os trabalhadores, também vítimas de uma economia mesmo dinâmica.

Não é segredo que a melhora no índice de produtividade dos trabalhadores determina ciclos de desenvolvimento sólidos e sustentáveis. Por isso, trata-se de um parâmetro cada vez mais monitorado pelos investidores. É grave, portanto, que o desempenho brasileiro nos rankings internacionais seja tão medíocre e que a legislação trabalhista seja uma indutora desta mediocridade.

Entre 2002-2012, de acordo com um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), crescemos apenas 0,6% em produtividade, o pior resultado entre 11 concorrentes globais. A Coreia do Sul, por exemplo, avançou 6,7%, onze vezes mais. O que ainda falta para reagirmos?

Em qualquer agenda política que coloque os interesses do Brasil em primeiro lugar, deve figurar o debate sobre a reformulação de algumas regras da CLT. Para isso, precisamos da ação urgente dos líderes. Antes que os Joões se multipliquem e as Marias desapareçam do mercado.

Artigo de Valter Luiz Orsi, presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (ACIL) e do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico (Sindimetal) de Londrina. Texto publicado na edição online da Gazeta do Povo no dia 11/05/2016.

 

Retomada do comércio exterior, anunciada por Temer, deve beneficiar setor produtivo

Data de Publicação: 31/07/2016 | Autor: FACIAP

Com o anúncio do presidente interino, Michel Temer, de ações para fortalecer o comércio exterior, empresários e todo o setor produtivo terão mais mercados para vender bens e serviços. A avaliação é do assessor econômico da Faciap, Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná, Arthur Schuler da Igreja, que também é professor da Fundação Getulio Vargas (FGV). “Nos últimos 13 anos, o Brasil se fechou para outros países. Essa agenda de retomar a conexão com o mundo é muito importante para a economia”, afirma ele.

Segundo as medidas anunciadas, Temer pretende dar prioridade à atuação da Câmara de Comércio Exterior (Camex). O senador José Serra foi convidado para dirigir o Ministério de Relações Exteriores.

As negociações com outros países estagnaram na última década, período em que o Brasil focou no consumo interno. A última tentativa de expansão no comércio exterior foi registrada no governo Lula, com o BRICS, bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, mas que não se sustentou. “A Rússia entrou em colapso econômico e Índia e China acabaram se distanciando”, diz Arthur Schuler da Igreja.

A priorização do consumo interno fez com que brasileiros comprassem mais e houve muita liberação de crédito. “Tendo todo esse incentivo a consumo, a agenda internacional foi praticamente ignorada. O Brasil se fechou para várias discussões de blocos econômicos, o Mercosul já não vinha funcionando e ficou ainda pior”, relata o assessor econômico da Faciap. O foco no consumo interno se mostrou um voo de galinha, com grande impacto, mas somente no curto prazo. Agora, esse consumo está esgotado e não há mais como fazê-lo crescer. “Por isso, retomar o comércio exterior será bom para a economia do país”, diz o assessor econômico da Faciap.

Para o empresário, o cenário é otimista. Com uma participação maior do Brasil em acordos internacionais, o setor produtivo poderá aproveitar a abertura de novos mercados. “E poderá exportar não apenas bens manufaturados, mas também serviços. O Brasil é um dos países que menos exportam serviços no mundo. A exportação de serviços dentro da atividade econômica brasileira corresponde a menos de 3%. Em países como o Chile, esse número passa de 30%”, afirma Arthur da Igreja. “O país também tem uma cultura de exportar apenas commodities. Mais de 43% do que o Brasil exporta é soja, minério de ferro e petróleo. Precisamos mudar isso e ampliar o leque, incluindo mais itens, serviços e também capital intelectual”.

UM GRANDE LÍDER OU UM MERO GERENTE

Data de Publicação: 19/09/2014

Muito já se falou sobre a diferença entre líderes autênticos e todo o resto da humanidade, aí incluídos gerentes, chefes, supervisores e outras figuras do mundo corporativo.

Mas como saber se as atitudes da liderança, no dia a dia da sua empresa, estão mais para o líder inspirador ou mais para o gerente controlador? A seguir,algumas diferenças cruciais:

1. Um grande líder conecta o trabalho cotidiano com objetivos maiores. Um mero gerente tem foco apenas no curto prazo:

É fácil se perder entre aquilo que é importante e o que é urgente. Gerentes tradicionais gastam a maior parte da sua energia administrando o urgente, pune ou recompensa as pessoas pelas pequenas coisas e raramente percebe sua importância no longo prazo. No outro extremo, o que importa para líderes autênticos é a essência e a busca dos objetivos maiores.

2. Um grande líder pensa nas pessoas como pessoas. Um mero gerente enxerga apenas cargos ou posições do organograma:

Gerentes adoram se referir às pessoas não pelos seus nomes, mas pelas posições que ocupam. Líderes enxergam seus liderados como o que são de fato: seres humanos únicos, com necessidades e potencialidades distintas e, em última análise, os grandes responsáveis por qualquer resultado, em qualquer organização.

3. Um líder autêntico quer ser respeitado. Um mero gerente deseja ser querido:

Líderes possuem uma visão clara quanto ao seu papel, e esse papel não é necessariamente ser querido e adorado por todos, mas sim, ser capaz de mobilizar energia e recursos de forma estratégica na direção dos resultados necessários evitando zonas de conforto e acomodação. Não hesitam em sacrificar apreço de curto prazo para favorecer respeito de longo prazo. Gerentes necessitam de aprovação e afeto raso e, se preciso, podem sacrificar sua integridade em troca de aceitação e apreço.

4. Um líder autêntico vibra quando membros da equipe atingem grandes resultados. Um mero gerente se sente ameaçado:

Você provavelmente já se deparou com chefes que ocultam obstinadamente os talentos da equipe com medo de que seus subordinados brilhem mais do que eles. Grandes líderes atuam como mentores dos seus times e vibram com resultados diferenciados porque se interessam genuinamente pelos liderados. Possuem plena consciência da sua capacidade e importância, o que se reflete na sua autoestima e auto confiança plenamente desenvolvidos.

5. Um grande líder entende que se um time não atinge bons resultados, ele é responsável. Um mero gerente culpa o time:

Gerentes que culpam a equipe pelo fracasso e assumem pra si os louros do sucesso são tão comuns que fazem parte do folclore corporativo. Líderes têm clareza quanto à impossibilidade de se delegar responsabilidade e assumem sem hesitar o ônus pelo insucesso do time.

6. Um líder autêntico tem foco no resultado.Um mero gerente se preocupa com o processo:

Abrir mão de gerenciar o detalhe é, muitas vezes, a maior dificuldade de profissionais que atingem posições estratégicas onde liderar é muito mais importante do que gerenciar. A demora – ou resistência – para se dar conta da mudança de papel e estabelecer foco no objetivo maior e mais amplo, denota falta de preparo para o exercício da liderança plena, muitas vezes, condenando o potencial líder a um eterno estágio no papel do mero gerente.

* Allan Costa é formado pelo Programa de Gestão Avançada da Harvard Business School

VOCÊ É UM LIDER DE FATO OU DE CRACHÁ?

Data de Publicação: 05/09/2014

"Se o líder não for uma pessoa motivada, sua equipe estará morta" Gilclér Regina Uma das diferenças mais gritantes que existem nas empresas é o líder de fato e o líder de crachá. O primeiro é motivador de pessoas, inspirador... O segundo age na mesmice (como chefe), vira e mexe procura erros, toma decisões em detalhes equivocados, simplesmente para fazer valer sua “autoridade”, um autêntico inseguro. Neste caso, para este tipo de “chefinho” o relatório é muito mais importante que o resultado. Uma pergunta que sempre tenho que responder é a seguinte: De onde surge a motivação do ser humano? Desde que o mundo é mundo, a motivação existe e sempre estará relacionada à escolha de caminhos e atitudes na tomada de decisão. O ser humano usou seu cérebro inicialmente para sua sobrevivência, sempre vivendo em grupos, vamos chamar aqui de família. Essa motivação persiste até os dias atuais. E hoje, o que mais importa para se obter toda essa vivência de resultados chama-se relacionamento. A arte de liderar é igual a arte da política: Sempre em dois caminhos como tudo na vida. Ou você escolhe a arte de “fazer amigos” mesmo sabendo dizer “NÃO” quando é preciso, ou então será um míope corporativo, um fazedor de inimigos e um construtor de resultados medíocres. O Rei Salomão disse: “O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos”. Sempre teremos dois caminhos, vivemos mesmo num mundo de escolhas. O líder deve saber trabalhar com duas situações: • Primeiro que ele estará diante de pessoas e estas são na sua essência muito diferentes, com reações e perfis diferentes. • Segundo, reconhecer o que a maioria das lideranças no mundo reconhece, isto é, entender que o grande desafio para se atingir metas e objetivos passa por uma equipe motivada. O que fazer? Saber aceitar as diferenças individuais e ao mesmo tempo trabalhar o potencial de cada um. Não se pode construir uma empresa 100% em excelência e resultados com uma equipe 50% em comprometimento com metas, qualidade ou mesmo na aceitação de desafios. Afinal, não existe meia-meta! Mas também não se constrói metas com líderes de crachás (figurinha carimbada de alguns chefes) que trabalham o terrorismo no dia-a-dia, e sua ênfase é “somente respeitar as normas” e cobrar relatórios. Neste caso, adeus resultados! Pense nisso !

A CARROÇA

Data de Publicação: 01/09/2014

"Certa manha, meu pai, muito sábio, convidou-me a dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer. Ele se deteve numa clareira e depois de um pequeno silencio me perguntou: - Além do cantar dos pássaros, você esta ouvindo mais alguma coisa? Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi: - Estou ouvindo um barulho de carroça. - Isso mesmo, disse meu pai, é uma carroça vazia . Perguntei ao meu pai: - Como pode saber que a carroça esta vazia, se ainda não a vimos? Ora, respondeu meu pai. É muito fácil saber que uma carroça está vazia; por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça maior é o barulho que faz. Tornei-me adulto, e ate hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, gritando (no sentido de intimidar), tratando o próximo com grosseria inoportuna, prepotente, interrompendo a conversa de todo mundo e, querendo demonstrar que é a dona da razão e da verdade absoluta, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo: ?Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz…?" Baseado no texto A Carroça, pag. 22 do livro E, para o resto da vida... de Wallace Leal Rodrigues

A LIÇÃO DO JARDINEIRO

Data de Publicação: 01/09/2014

Um dia, o executivo de uma grande empresa contratou, pelo telefone, um jardineiro autônomo para fazer a manutenção do seu jardim. Chegando em casa, o executivo viu que estava contratando um garoto de apenas 15 ou 16 anos de idade. Contudo, como já estava contratado, ele pediu para que o garoto executasse o serviço. Quando terminou, o garoto solicitou ao dono da casa permissão para utilizar o telefone e o executivo não pôde deixar de ouvir a conversa. O garoto ligou para uma mulher e perguntou: “A senhora está precisando de um jardineiro? “Não, eu já tenho um", foi a resposta. "Mas, além de aparar a grama, frisou o garoto, eu também tiro o lixo. "Nada demais, retrucou a senhora, do outro lado da linha. “O meu jardineiro também faz isso.” O garoto insistiu: “eu limpo e lubrifico todas as ferramentas no final do serviço”. "O meu jardineiro também, tornou a falar a senhora”. "Eu faço a programação de atendimento, o mais rápido possível." "Bom, o meu jardineiro também me atende prontamente. Nunca me deixa esperando. Nunca se atrasa”. Numa última tentativa, o menino arriscou: "o meu preço é um dos melhores”. "Não", disse firme a voz ao telefone. "Muito obrigada! O preço do meu jardineiro também é muito bom." Desligado o telefone, o executivo disse ao jardineiro: "Meu rapaz, você perdeu um cliente." "Claro que não", respondeu rápido. "Eu sou o jardineiro dela. Fiz isto apenas para medir o quanto ela estava satisfeita comigo." Em se falando do jardim das afeições, quantos de nós teríamos a coragem de fazer a pesquisa deste jardineiro? E, se fizéssemos, qual seria o resultado? Será que alcançaríamos o grau de satisfação da cliente do pequeno jardineiro? Será que temos, sempre em tempo oportuno e preciso, aparado as arestas dos azedumes e dos pequenos mal-entendidos? Estamos permitindo que se acumule o lixo das mágoas e da indiferença nos canteiros onde deveriam se concentrar as flores da afeição mais pura? Temos lubrificado, diariamente, as ferramentas da gentileza, da simpatia, atendendo as suas necessidades e carências, com presteza? E, por fim, qual tem sido o nosso preço? Temos usado chantagem ou, como o jardineiro sábio, cuidamos das mudinhas das afeições com carinho e as deixamos florescer, sem sufocá-las? Texto extraído de Empresas Valle, elaborado por: José Renato Sátiro Santiago Junior

A medicina no Brasil

Data de Publicação: 12/07/2013 | Autor: Jair dos Santos - Presidente ACEPB

Longe de ser um especialista no assunto, mas na qualidade de um observador social atento, temos que concordar com a necessidade de reformas estruturais no setor da saúde pública brasileira. Certo que o simples aumento do número de profissionais médicos no mercado não será a solução para o complexo problema. Mas já é um começo importante. Estamos de parabéns pelo empreendedorismo do empresário João Carlos Ribeiro Pedroso, diretor geral da FADEP, que nos permitiu sonhar e conquistar o curso de medicina. A luta de nossas lideranças políticas e empresariais lança Pato Branco em um novo patamar na área do ensino universitário. O próprio Conselho Federal de Medicina demonstrou que em 2011 o país contava com 1,9 médicos para cada mil habitantes. Cuba dispõe de 6,4. A Argentina conta com três médicos para cada mil habitantes, índice que o Brasil só deve chegar em 2031. Dos 372 mil médicos registrados no Brasil, 209 mil se concentravam nas regiões Sul e Sudeste, enquanto pouco mais de 15 mil na Norte. Lembrou Frei Betto, em recente artigo na Revista Brasil, que se a medicina cubana fosse de má qualidade, de onde o Governo pretende trazer seis mil médicos, a saúde daquela população, segundo OMS, não teria índices comparáveis ao dos Estados Unidos, e muito superiores ao do nosso país. A OMS indica que o melhor sistema de saúde do mundo é o da França. EUA ocupam o 37º lugar e Cuba, o 39º. Nosso Brasil está em 125º. Cuba, especialista em medicina preventiva, exporta médicos para 70 países, mas a AMB – Associação Médica do Brasil, não os quer. Jair dos Santos Empresário e Presidente da Associação Comercial e Empresarial de Pato Branco

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